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EM MEIO A TEMPESTADE

by David Wilkerson | April 17, 2013

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“Entretanto, o barco já estava longe, a muitos estádios da terra, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário. Na quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando por sobre o mar. E os discípulos, ao verem-no andando sobre as águas, ficaram aterrados e exclamaram: É um fantasma! E, tomados de medo, gritaram. Mas Jesus imediatamente lhes disse: Tende bom ânimo! Sou eu. Não temais!” (Mateus 14:24-27)

Os discípulos estavam tão sobrecarregados, tão esgotados que de repente, a idéia de que Jesus estava por perto, olhando por eles era absurda. Provavelmente, um deles deve ter dito: “Isso é obra de Satanás. O diabo está para nos matar por causa de todos os milagres dos quais participamos”. Outro deve ter dito: “Onde foi que nós erramos? Qual de nós tem pecado em sua vida? Deus está irado com alguém neste barco!” Outro deve ter se perguntado: “Por que nós? Estamos fazendo o que Jesus disse para fazermos. Estamos sendo obedientes. Por que esta tempestade de repente?”

E na hora mais escura: “Jesus foi ter com eles”. Quão difícil deve ter sido para Jesus esperar à beira da tempestade, amando-os tanto, sentindo cada dor que eles sentiam, desejando evitar que eles se machucassem, se angustiando por eles como um pai se angustia por seus filhos em apuros. No entanto,

Ele sabia que eles nunca iriam conhecê-lo de verdade ou confiar nEle antes que toda a fúria da tempestade caísse sobre eles. Ele se revelaria somente quando eles chegassem ao limite de sua fé. O barco não teria naufragado, mas o medo os teria afogado mais depressa do que as ondas batendo no navio. O medo de se afogar foi pelo desespero, e não pela água!

“E os discípulos, ao verem-no andando sobre as águas, ficaram aterrados e exclamaram: É um fantasma! E, tomados de medo, gritaram” (Mateus 14:26).
Eles não reconheceram Jesus naquela tempestade. Eles viram um fantasma, uma aparição. A idéia de Jesus estar tão perto, tão ciente do que eles estavam passando, nem sequer passou pela cabeça deles.

O perigo que nós enfrentamos é não sermos capazes de ver Jesus em nossos problemas. Ao invés disso, vermos fantasmas. Nesse momento de maior medo, quando a noite é mais escura, a tempestade é mais violenta, os ventos são mais barulhentos, e a desesperança tão esmagadora, Jesus sempre vem ao nosso encontro para revelar-se como Senhor da inundação, o Salvador na tempestade.

“O SENHOR preside aos dilúvios; como rei, o SENHOR presidirá para sempre”.
 

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